Wednesday, October 21, 2026

Ressonância energética


 Teu corpo encostou no meu
como quem sabe o que quer —
sem urgência,
só verdade.

A luz da sala era crua,
mas tua boca,
devagar,
acendeu tudo.

LcBertoldo

Tuesday, September 01, 2026

Estética do inconsciente: Por que a maturidade emocional subverte o olhar



O espelho nos diz quem devemos ser e o olhar do outro dita o nosso valor. Vivemos na superfície, onde a beleza estética funciona como uma promessa de felicidade de uma ilusão em que o encaixe perfeito de formas externas poderia estancar algum vazio que carregamos no peito. A busca pela estética idealizada na cultura, mas que habita um deserto afetivo. No entanto, a jornada analítica nos convida a descer aos porões dessa estrutura. Ela nos revela que o verdadeiro magnetismo não reside na simetria do rosto, mas na capacidade de sustentar a própria falta. Sigmund Freud jogou luz sobre essa transição ao investigar o desenvolvimento do ego. Em sua obra Sobre o Narcisismo, ele nos lembra da armadilha de buscar no outro apenas um reflexo de nós mesmos.

 "O amor narcisista escolhe o seu objeto de amor segundo o que ele próprio é, o que ele próprio foi ou o que gostaria de ser." Sob a ótica freudiana, a obsessão pela aparência e pela validação externa nos mantém presos a esse estágio infantil (o narcisismo primário). Quando amadurecemos emocionalmente, migramos para o amor objetal legítimo. Deixamos de buscar um espelho e passamos a buscar um outro real. A beleza física deslumbra os olhos, mas é estática; ela exige admiração, mas não necessariamente sustenta o vínculo. Já a maturidade emocional opera na transição do "Princípio do Prazer" (que busca a satisfação imediata das ilusões) para o "Princípio da Realidade", onde o amor suporta as imperfeições da vida cotidiana.

 É Jacques Lacan quem radicaliza essa prisão da imagem ao formular o conceito do Estádio do Espelho. Lacan nos ensina que o nosso primeiro encontro com a identidade é uma farsa alienante: o bebê se vê no espelho e se apaixona por uma imagem idealizada, que parece inteira, mas que esconde sua fragmentação real. "O que o sujeito busca no Outro é o que lhe falta a si mesmo." Lacan nos mostra que o desejo fixado na aparência é puramente Imaginário, sendo esta uma tentativa de ser o objeto de desejo do desejo do outro. O amadurecimento analítico exige atravessar essa fantasia e aceitar a castração, ou seja, entender que nenhum corpo perfeito e nenhuma estética impecável irá tapar o buraco do inconsciente. O sujeito maduro sai da dimensão da cobrança estética e entra na dimensão do Simbólico, onde a palavra e o afeto real circulam. 

 Para contrapor e expandir essa dinâmica, Carl Gustav Jung nos oferece a perspectiva da psicologia analítica, focando naquilo que mostramos ao mundo versus o que realmente somos. A aparência e o status social compõem o que Jung chamou de Persona, expõe a máscara social que usamos para sermos aceitos. Em O Eu e o Inconsciente, Jung alerta para o perigo de nos confundirmos com essa casca: "A identificação com a persona constitui uma fonte frequente de neuroses. Um homem não pode se desvencilhar de si mesmo em favor de um papel artificial, sem cair em um estado de autoverdição." Observamos que o indivíduo fixado na aparência sofre de uma profunda solidão, pois sabe que o outro está apaixonado por sua máscara (Persona), e não por sua essência. A maturidade emocional, para Jung, nasce do processo de individuação, ou seja, um movimento de integrar as próprias sombras e desinflar a Persona. 

Alguém que passou por esse processo torna-se magneticamente atraente não porque é perfeito, mas porque é autêntico. O que há de tão sedutor em alguém emocionalmente maduro, portanto, é o fato de que essa pessoa não nos usa como um depósito para as suas projeções. Em um mundo de conexões líquidas, encontrar alguém que suporta o silêncio, que sabe nomear o que sente e que assume a responsabilidade pelas próprias sombras é uma experiência transformadora. É a passagem da ilusão estética para a profundidade ética. A maturidade emocional subverte a lógica do consumo afetivo. Ela nos mostra que a maior sofisticação de um ser humano está em ser inteiro em suas imperfeições. Enquanto a aparência nos atrai pela promessa de posse, a maturidade nos retém pela presença real e pela coragem de viver sem máscaras. No fim, a terapia nos ensina o que os teóricos já sabiam: o corpo envelhece e as imagens se desgastam, mas a beleza de um ego integrado e de uma alma individuada é o único mistério que o tempo não consegue apagar. 

LcBertoldo 

Tuesday, July 28, 2026

O segredo Budoir

 O quarto estava imerso em uma penumbra suave, iluminado apenas pelo brilho quente de algumas velas que dançavam contra as paredes de tom fendi. O aroma de baunilha preenchia o ar, misturando-se ao toque sutil do perfume que ela havia borrifado no pescoço horas antes.

Ela se posicionou diante do espelho, seu reflexo revelava o poder do ensaio boudoir que se desenrolava ali, entre aquelas paredes. A lingerie de renda francesa abraçava suas curvas com precisão, revelando e ocultando a pele na medida exata para instigar. O espartilho estruturado desenhava sua silhueta, enquanto as meias 7/8 de textura finíssima subiam pelas coxas, presas por ligas delicadas.
Seus dedos deslizaram lentamente pelos próprios ombros, descendo pelo colo aquecido pela expectativa. Cada movimento era um exercício de autodescoberta e pura sedução. Ela não vestia aquela armadura de mistério para mais ninguém além de si mesma, sabendo que o maior afroridíaco é a própria confiança. Quando os passos dele ecoaram no corredor, o ritmo de seu coração acelerou.
A porta se abriu devagar. Ele parou no batente, hipnotizado pela visão cênica e intimista. Estava sentada ao lado da janela, seu corpo contrastando com a luz da rua. Ela não desviou o olhar em vez disso, sustentou o contato visual através do tempo, permitindo que absorvesse cada detalhe daquela atmosfera particular. O contraste entre a fragilidade da renda e a força da sua postura era magnético.
Ele aproximou-se sem pressa, os passos silenciados pelo tapete felpudo. Suas mãos, firmes e quentes, pousaram na cintura dela, contrastando com o toque gelado do cetim. O calor daquela proximidade quebrou o transe da espera. Ela virou-se devagar, colando o peito arquejante ao dele, sentindo os tecidos barulhentos se fundirem enquanto a noite boudoir finalmente começava. Ele colou o corpo ao dela, quebrando a distância que restava. Uma de suas mãos subiu lentamente pela costura da meia 7/8, fazendo a pele dela arrepiar instantaneamente.
— Você está absolutamente perfeita — ele sussurrou perto do ouvido dela, a voz grave e pausada. — Esse espartilho... foi feito para você.
Ela sorriu, jogando a cabeça levemente para trás e sentindo o calor do hálito dele em seu pescoço.
— Demorei para escolher — ela respondeu, virando-se de frente e espalmando as mãos no peito dele, sentindo o coração dele pulsar acelerado. — Mas sabia exatamente o efeito que causaria. Agora, não mude de assunto. O que você vai fazer a respeito?
— O que você quiser que eu faça — ele retrucou, os olhos escurecendo de desejo.
Sem esperar, ele segurou a cintura dela com firmeza e a conduziu até a borda da cama. Ela sentou-se na seda negra, mantendo a postura altiva, as pernas semiabertas destacando as ligas esticadas. Ele ajoelhou-se entre os joelhos dela, as mãos subindo pelas coxas, apertando a carne macia com uma urgência contida.
— Desamarre — ela comandou, a voz baixa, mas carregada de autoridade, apontando com os olhos para as fitas de cetim que fechavam a frente do corpete.
— Com prazer — ele disse.
Os dedos dele puxaram o laço principal. O tecido cedeu um pouco, revelando o contorno dos seios arfantes sob a renda transparente. Ela soltou um suspiro audível quando a pressão do espartilho diminuiu, dando lugar ao toque direto das mãos dele, que subiram para massagear seus ombros e depois desceram pelo colo quente.
— Mais devagar — ela provocou, segurando os pulsos dele antes que ele avançasse. — Quero que você espere.
Ele riu curto, fixando o olhar no dela, mas obedeceu. Subiu o corpo, sentando-se na cama ao lado dela, e a puxou para o seu colo. O contraste do jeans dele contra a pele nua dela era eletrizante.
— Eu esperei o dia todo — ele sussurrou, a boca a milímetros da dela. — Minha paciência acabou no momento em que abri aquela porta.
— Então me mostre — ela desafiou.
O desafio pairou no ar por um longo momento, preenchido apenas pelo som da respiração de ambos. Ele a observou com intensidade, reconhecendo a confiança que ela emanava.
— Você sempre sabe como ditar o ritmo — ele admitiu, esboçando um sorriso de canto enquanto envolvia a cintura dela com um braço, trazendo-a para um abraço firme que selava a proximidade entre eles.
Ela riu, uma nota de triunfo vibrando em sua voz, e encostou a testa na dele.
— O controle é a melhor parte do jogo. E você joga muito bem.
A conversa deu lugar a um beijo que carregava toda a expectativa acumulada onde a provocação deu lugar à urgência quando ele prendeu os pulsos dela acima da cabeça, afundando os dedos na seda do lençol. O espartilho, antes uma armadura de sedução, tornou-se memória fotográfica de todos detalhes entre os dois. Com movimentos firmes, ele abriu os ganchos da cinta liga, revelando a pele e a os pêlos arrepiados junto a respiração opressa pelo ritmo acelerado do desejo. O beijo arrastou-se pelo tempo, tornando-se o único som audível no quarto além da respiração que falhava. A urgência contida deu lugar a uma sintonia natural, onde cada movimento parecia ensaiado pelo desejo.
Ele a deitou suavemente sobre a seda negra da cama, o contraste da pele dela contra o lençol escuro criando a moldura final daquela noite. Então ela abriu-se como as páginas de um livro que ele pretendia ler com os dedos e os lábios. Não havia pressa, apenas a certeza do que viria a seguir.
Ela enlaçou a cintura dele com as pernas, sentindo o atrito do tecido da calça contra a textura fina da lingerie. O primeiro encaixe trouxe um gemido abafado contra o pescoço dele, onde os dentes dela deixaram uma marca leve. A cadência inicial, lenta e profunda, preencheu o quarto com o som abafado dos corpos colidindo e o farfalhar constante dos lençóis negros. Entre sussurros inaudíveis e arrepios na pele, as linhas que os separavam desapareceram. Foi uma entrega feita de ritmos pausados, olhares sustentados e uma intensidade que dispensava qualquer palavra. O quarto, com todo o seu mistério, transformou-se no cenário de uma conexão absoluta, onde o tempo exterior deixou de existir.
O controle desapareceu por completo, aumentando o ritmo, guiado pelos quadris dela que subiam ao encontro de cada investida. As mãos dele desceram para firmar as coxas, elevando-as para um contato ainda mais íntimo e direto. No limite da exaustão e do prazer, os movimentos tornaram-se rápidos e viscerais, culminando em um espasmo compartilhado que ecoou pelo quarto antes do retorno lento ao silêncio. O escuro agora acolhia os dois corpos extasiados, aninhados sob o lençol desarrumado. O aroma de baunilha ainda pairava no ar, testemunha silenciosa de uma noite que começara com sedução e terminara em completa sinergia. Ela fechou os olhos com um sorriso discreto, sentindo o calor dele contra as suas costas e a certeza de que aquela memória ficaria guardada para sempre entre aquelas paredes.
LcBertoldo

Monday, July 06, 2026

Encontros & Desencontros

Andando em círculos, tateando o escuro na urgência de me encontrar, quanto mais procurava um rumo, mais me perdia. Foi quando desisti do mapa que o acaso assumiu o volante. Sem aviso, tropecei no teu olhar. Ali, naquele par de olhos que virou espelho, vi meu próprio peito se iluminar com um sorriso que eu nem sabia que guardava. A vida é uma engrenagem complexa de acasos, onde a física do tempo e a química dos sentimentos precisam se alinhar perfeitamente. Dizia Vinicius de Moraes que a vida é a "arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida". Essa máxima resume a beleza e a crueldade do timing: a certeza de que encontrar alguém é apenas metade da jornada; a outra metade é coincidir no tempo. Fomos, por algum tempo, duas almas vadias, inebriadas por uma união lépida e desmedida, flutuando na metamorfose dos dias. Uma paixão capciosa que parecia urgência, mas era apenas travessia. O tempo, esse mestre silencioso, limpou a embriaguez do querer. O desencontro muitas vezes não nasce da falta de afinidade, mas do relógio. Duas pessoas podem ser perfeitamente compatíveis, partilhar dos mesmos risos e carregar os mesmos valores, mas ao se cruzarem na hora errada uma pode estar de malas prontas para o mundo; a outra acabou de fincar raízes. Uma carrega feridas abertas do passado; a outra transborda urgência por recomeços. São almas gêmeas em fusos horários emocionais distintos. O amor precisa de solo fértil, e o tempo é o clima que dita a colheita. Por outro lado, o milagre do timing perfeito acontece em silêncio. É quando a maturidade de um acolhe a solitude do outro. É o instante em que os dois já erraram o suficiente para saber o que querem e, principalmente, o que não querem mais. O encontro definitivo exige que ambos estejam na mesma página do livro da vida, ou pelo menos no mesmo capítulo, dispostos a ler juntos. Quando o relógio da vida finalmente cede e o timing joga a favor, o esforço diminui e o fluxo assume o controle. O passo se ajusta sem passos em falso. Compreende-se, então, que os desencontros anteriores não foram falhas, mas ensaios necessários. Cada atraso, cada espera e cada adeus serviram apenas para calibrar o compasso, garantindo que, quando a arte do encontro finalmente acontecesse, os dois estivessem prontos para o compasso da mesma dança. Hoje, olhando para trás, entendo a lição flutuante do destino: a vida não entrega o que a nossa carência deseja. Ela traz, no tempo certo, quem a gente merece. E o amor mais bonito é justamente esse, que nos aproxima do outro sem nos desencontrar de nós mesmos. LcBertoldo

Wednesday, June 17, 2026

Entre o Quid Pro Quo e a ambivalência

A vida adulta é, muitas vezes, uma negociação silenciosa. Na base das relações sociais e profissionais, opera a lógica do quid pro quo (algo em troca de algo). É o mecanismo racional onde um favor é feito visando um retorno, uma mercadoria é trocada por valor, e acordos são selados na certeza do benefício mútuo. Eu te dou lealdade, você me dá estabilidade; eu te ofereço conhecimento, você me concede oportunidade. É a engrenagem do comércio e da política, a promessa de que todo esforço terá uma compensação mensurável. No entanto, o ser humano raramente opera apenas com a razão fria. Paralelamente à troca objetiva, habita a ambivalência: a coexistência de dois sentimentos ou ideias opostas, com igual força, em relação a uma mesma pessoa ou situação. A ambivalência é querer e não querer, amar e odiar, sentir-se atraído e repelido, simultaneamente. O drama humano surge quando o quid pro quo é maculado pela ambivalência. Imagine um indivíduo que aceita uma promoção de cargo (recebendo o 'quid', mais dinheiro) em troca de vender a maior parte do seu tempo livre (o 'quo', a perda de liberdade e tempo com a família). Ele deseja o sucesso, mas despreza o sacrifício; valoriza a conquista, mas ressente a ausência. Ele é grato pela posição, mas odeia o preço pessoal que paga por ela. Essa mistura de sentimentos contraditórios, a alegria pela conquista e a tristeza pela perda, gera uma tensão interna, uma vertigem diante das escolhas. O quid pro quo sugere uma troca justa e lógica, mas a ambivalência revela que toda troca deixa um vazio, pois o que recebemos raramente preenche o que abandonamos. A maturidade, portanto, reside em aceitar que o quid pro quo é inevitável para navegar no mundo exterior, enquanto a ambivalência é a marca de nossa complexidade interior. Conviver com o paradoxo de ter conseguido exatamente o que se pediu, mas sentir-se incompleto com a troca, é o verdadeiro "quiproquó" da existência. LcBertoldo

Wednesday, May 06, 2026

O microscópio da alma

Não foi um relance, nem pressa de ver, foi a pausa lenta do anoitecer. Teu olhar pousou no meu, profundo, e mudou, de repente, o tom do mundo. Percebi, enfim, a calma contida na íris que guarda a cor da vida. Amor não é apenas o que se toca, é a percepção que o peito sente. É notar o traço da tua sobrancelha, a luz da noite que em ti espelha, a curva sutil do teu sorriso, o detalhe exato de que preciso. Em cada piscada, um universo exposto, a tua verdade crua no rosto. Teu olhar me lê, me refaz, me vê, e no teu silêncio, amor é o porto onde escolho me prender. É o encontro de duas almas que, sem pronunciar uma única sílaba, dizem tudo o que o tempo tentou esconder. Não é chama que consome, mas luz que orienta; uma certeza mansa de que o destino, por vezes, se resume à geografia de um rosto. No teu olhar, a tempestade acalma e o barulho do mundo se apaga, e o que sobra é apenas essa paz estranha de quem finalmente chegou em casa. LcBertoldo

Wednesday, March 25, 2026

Sapiosexual

Ser sapiosexual é, antes de tudo, uma experiência de nudez. Não física, mas psíquica. É a capacidade de sentir um frisson avassalador diante da complexidade de um pensamento, onde o intelecto de outra pessoa atua como o mais potente afrodisíaco. Para quem vive essa forma de atração, o corpo é secundário; o verdadeiro encontro ocorre no plano das ideias, no cruzamento de sinapses, na admiração por uma mente sagaz que não tem medo de se aprofundar. A sapiosexualidade busca a inteligência não como um troféu intelectual, mas como uma forma de intimidade. Há uma atração física que nasce da admiração intelectual — um desejo de habitar o mesmo espaço mental. É a emoção de perceber a sagacidade em um argumento, a forma como alguém organiza o caos do mundo em conceitos lúcidos. Nesse cenário, a verdadeira excitação nasce da curiosidade mútua. A conversa não é apenas troca de informações, mas um jogo de xadrez cerebral. Pessoas sapiosexuais sentem necessidade de aprender com o parceiro, de serem estimuladas por novos conhecimentos. Ler o mundo através dos olhos de outra pessoa, aprofundar diálogos sobre filosofia, arte, ciência ou política é um convite irresistível. O conhecimento intelectual torna-se, assim, uma ponte de amor. A beleza pode se esvair, a pele envelhecer, mas a mente — com sua capacidade de aprender, evoluir e ler a essência das coisas — torna-se cada vez mais atraente. Ser sapiosexual é entender que a forma mais íntima de toque é saber, com a sagacidade de quem admira, ler o pensamento do outro e aprofundar-se na sua alma através do seu intelecto. LcBertoldo

Monday, March 02, 2026

Obscurescência sentimental

No quarto escuro, o ar pesa sorumbático, onde a luz do sol teme entrar, reino na minha subserviência. Sou cão fiel de teus caprichos, ajoelhado sob o peso da tua indiferença que me fascina. A tua voz, um chicote de seda, ordena; meu corpo a luz da lua é um fio frio, um rastro de giz e pronto, obedece. Há uma fome telúrica nesta troca. Tu, a soberana da frieza; eu, o escravo do teu perfume. No escuro, toco a tua pele como quem descobre um mapa proibido, sentindo o ar pesado de segredos. Beijo a fresta do chão por onde o teu pé passou, quero a liberdade, dispenso o compromisso, só a dor refinada do teu abraço que não me deu e me marcou. Mas há magia na escravidão voluntária. Quando a noite atinge seu ápice e tua pele suada encontra a minha, começa a transmutação. A raiva vira desejo, a servidão vira poder absoluto sobre teu riso. No beijo, o vilão se torna santo e o escravo se faz rei. Sou o teu servo, em languidez devorado em segredo o teu cheiro se faz desdém, esperando o teu olhar, que a mim nunca vem. Ah, noite funérea, de alma torturada, onde a carne adora a própria dor, sou vítima lasciva rendição à tua indiferença, por ti amaldiçoada, sendo escravo do teu puro amor. LcBertoldo

Monday, October 13, 2025

Prazer em te satisfazer

Use e abuse dos meus beijos, para te satisfazer. Adoro provocar e proporcionar prazer. De todos e cada um com um sabor mas todos dedicados a você. Quero te dar beijos, avidamente quentes, então deliciosamente ardentes para te encharcar de prazer. Beijos cheios de vontades, molhados de verdade que mordiscando vou te enlouquecer. Buscando tuas texturas, preenchendo a boca com gula, na língua que se faz procura pelo teu gosto de quero mais também. E com estes beijos, te deleito nas possibilidades infinitas, em possuir você, de ser toda minha em fruição, com o maior prazer em te satisfazer. LcBertoldo

Monday, February 03, 2025

Combustão espontânea

 


o amor 

por ti 

queima 

na velocidade 

posto que a chama 

emana 

em fogo 

ao coração 

sentimentos 

que ascendem

a boca 

por falar 

o quanto é intenso 

te consumir 

nesta combustão espontânea 

que me faz existir 

neste sentir   

até a última 

explosão  


LcBertoldo 

Friday, January 24, 2025

Realidade dos ingênuos

 

Nesse novo mundo onde se tornou inefável validar seu status quo as pessoas e seus sentimentos se tornaram descartáveis enquanto haja necessidade gregária de garbo, galhardia ou galhofa a auto responsabilidade é um item praticamente em extinção. Narcisismo voraz e toxicidade transeunte domina os redes de controle mental por quem precisa da validação online com sua dose dopaminérgica de reação em cadeia. Me poupe dos detalhes sórdidos e das coisas óbvias, não vivo de status, mas este exorbitar que acaba por contaminar a rasca uma sociedade intelectuoligoogleozada, fazendo deste uma epifanaia do ouro de tolo onde no off-line ocorrem síndrome do impostor por demasia, burnouts a reveria, dissociações cognitivas com maestria e borderlines em profusão, há uma promoção de como se devêssemos dar uma resposta da nossa vida no online. Entramos em uma era de falência moral, humoral, psíquica e física onde o espiritual virou exceção. Evoluir é curtir, seguir, e doutrinar pessoas, coisas e necessidades frívolas que demonstram o quanto você precisa mais do que tem, e ir além daquilo que pode imaginar, está a nos condenar como sociedade, ego-istica-mente viver no estado inconsciente. Vamos confessar no máximo algumas pessoas se toleram para atingir seus objetivos, interesses e cada um fica alheio até satisfazer as suas vontades. Relacionamentos não são mais só por sentimentos, quando a paixão do collab acaba o amor não é suficientemente duradouro para se realizar, vamos nos colocando em tronos, reinos, coroas e fantasias que nunca se tornam perfeitas as nossas imperfeições não tratadas terapêuticamente. Descartamos desistir mas na primeira dificuldade um clique e tudo silencia, será isso a resposta para todas as dificuldades que irão se interpor? Acovardar-se perante a um estímulo do sistema de querer coordenar, governar e estipular como devem ser geridas nossas vidas, combinada ao mar de gente querendo exprimir suas opiniões e eclodir seus sentimentos virou uma imensa sensação de vício irrefreável da busca pelo prazer e auto realização que está a nos tornar cegos mesmo diante da realidade deturpada da matrix. Poucos estão despertos para enxergar os detalhes, ler nas entrelinhas e perceber que tudo isso que nos acorrenta e nos cerca, já estava ensaiado. Ainda que acreditemos produtivamente no labor que seja assertivo, não sendo hipócrita, fazer parte disso tudo, nestes pontos, há contra pontos que para fazer comunicação, nestes tempos possamos encontrar a luz com a saída. A vida é um show, e somos protagonistas, ainda que coadjuvantes de uma história que nos contam interpõe a possiblidade de não viver uma realidade dos ingênuos e acordar para o caminho a verdade e a vida.


LcBertoldo 


PS - A Crise Existencial: Um Despertar para a Futilidade da Existência


A crise existencial é um momento de questionamento profundo sobre o propósito e significado da vida. Este post explora a perspectiva niilista sobre essa crise, argumentando que ela é uma oportunidade para reconhecer a futilidade da existência e aceitar a liberdade que vem com essa consciência.


A crise existencial é uma experiência comum, caracterizada por sentimentos de vazio, desespero e questionamento sobre o propósito da vida. Filósofos como Jean-Paul Sartre, Martin Heidegger e Friedrich Nietzsche exploraram essa temática, destacando a importância da liberdade individual e da responsabilidade frente à existência.


• A Futilidade da Existência:


O niilismo argumenta que a vida não possui um propósito inerente. A busca por significado é uma ilusão, uma tentativa de impor sentido a um universo indiferente. A crise existencial é um despertar para essa realidade, um reconhecimento de que nossas escolhas e ações não têm consequências objetivas.


• Características da Crise Existencial:


1. Questionamento do propósito da vida.

2. Sentimento de vazio e desespero.

3. Perda de significado e propósito.

4. Consciência da finitude e mortalidade.

5. Busca por respostas e certezas.


• Perspectiva Niilista:


1. A crise existencial é uma oportunidade para reconhecer a futilidade da existência.

2. A liberdade individual é uma responsabilidade, não um direito.

3. A vida não possui um propósito objetivo.

4. A busca por significado é uma ilusão.

5. A aceitação da futilidade é o primeiro passo para a liberdade.


• Consequências da Crise Existencial:


1. Reavaliação de valores e crenças.

2. Mudanças significativas na vida pessoal.

3. Desenvolvimento de uma perspectiva mais autêntica.

4. Aumento da consciência sobre a finitude.

5. Aceitação da incerteza.


A crise existencial é um momento de transformação, um despertar para a futilidade da existência. A perspectiva niilista não oferece consolos, mas sim uma oportunidade para aceitar a liberdade e responsabilidade que vêm com a consciência da nossa condição humana.

Monday, December 30, 2024

Sincera(mente)


Talvez queira procrastinar a paz que não tenho, sinto aquele velho nó no peito, que insiste em propagar a vontade de me jogar no mundo. Mas vou insistir em falar sem parar como sempre fiz. Com uma bola de fogo na garganta que me queima por dentro, me faz arder os pensamentos, o coração, minhas mãos e minha boca.

Não... tento dizer que não tem jeito, acumulo tudo em pensamento, ai fica difícil... digo sim, pois preciso cuspir essa bola de palavreados envoltas com fogo, que me ferem e ao mesmo tempo mostram a mais pueril verdade. A verdade dói, e as palavras por vezes machucam, são cuspidas para o lado, são jogadas sem medo, me assemelhando a um dragão. Se fizesse de propósito; sinceramente juro que tento segurar ao máximo minhas frases e palavras plenas de sentimentos maximizados, mas elas me queimam inteiro por dentro, e preciso jogá-las para fora, e invariavelmente me fere como a ti e aos outros. A sensibilidade me toca, e me ataca como se chamasse para briga, me mostrasse o seu elo mais fraco e mais forte a ponto de me deixar sem norte, perdido, mas fustigado sinto que me encontro cada vez que o obscuro me seduz, e a luz que me conduz me mostra o quanto sinto cada vez mais cada parte de todo momento.

Posso ser o dragão, bicho mitológico, feroz por natureza, sem intenção de machucar porém incumbido de fazê-lo. Mais como uma proteção, mas meu fogo arde e queima, e já se tornou comum ferir(me). Meus defeitos me fazem inteiro, autêntico, pleno, e ao mesmo tempo me destrói. Sou bicho arisco, toque com cuidado, não posso ser domesticado, selvagem, nascido para aventura.
Acordo cedo, durmo tarde e tenho em mim todos sonhos do mundo. Espere tudo e ao mesmo nada, tenho o desastroso defeito de demorar a analisar o que sinto. Penso, repenso, toco, viro, abro, especulo por dias para resumir se gosto ou não. Sou assim, escolho com cuidado como se estivesse tudo a ponto de acabar então não me peça para apressar o tempo, mas no meu conceito acelerado de pensar quero apenas me deixar ir, me deixar levar, deixar ser como deve ser.

Ao mesmo tempo, tenho a maior calma do mundo, porém não me intimide errando várias vezes no mesmo ponto - finjo que não, mas sofro calado e acumulo tudo por dentro. Tenho medo de acumular minhas fraquezas e jogá-las em você, então apenas confie em mim para me recuperar e me acalmar no jeito que eu sempre quis. Me coloco no lugar do outrém, facilmente, pacientemente, empaticamente me sinto parte do que me atrai, até o que me distrai me convém a ser mesmo que inexista perante aos olhos, pode ser bem mais interessante dentro da minha cabeça.

Decodifico expressões, mãos e olhos e muitas vezes dou suposições ciumentas e erradas, te julgo mal por pensamentos que me enlouquecem. Meu ciúme pula na cabeça e amarra minhas mãos, me deixa bravo e inquieto. Cuspo palavras, firo, e me arrependo em seguida. Perdôo facilmente, mas não pense que esquecerei. Então acabo reciclando tudo, aproveitando e aprendendo com meus erros que me ensinam que há tempo para tudo, até para as coisas que não entendo que depois de um tempo, tudo se esclarece.

Tenho um coração gigante, aonde a energia que circula é amor e luz, mas que não se entra tão fácil. Tenho receio da entrega, do presente, mas se você persistir, conhecerá o meu eu mais íntimo. Cuidado aonde toca, não quebre nada, nenhum elo ou confiança, entre com sutileza. Tenho receio do que desconheço, mas a partir do momento em que te deixo abrir o portão, girar a maçaneta da porta, me entrego de corpo, alma e coração. Aguente firme, no começo parecerá uma enxurrada de sentimentos, coisas bonitas e outras nem tanto, sede de querer mais, ademais logo acostuma. Tenho pavor, e ao mesmo tempo confiança e uma fome insaciável de amor, de bem-querer. Entrego minha confiança, mas ela também é retirada facilmente. Não sei mentir, muito menos para agradar. Não te confiarei nada que eu pense que você não suportará. Não sou muito exigente, simplesmente simples, também cometo erros bobos, e às vezes sutilmente fujo. Corro para longe e ataco com minhas sujeiras e palavras de fogo. Não quer dizer que seja imaturo, tenho em mim uma eterna criança que lhe sorri, com minhas inseguranças banais, mas maduro o suficiente para reconhecer meus erros e consertá-los a ponto de tornar tudo tão seguro quanto uma fortaleza.

Sou tão profundo que me perco mas te entrego esse mapa para que você também não se perca para achar o tesouro que há dentro de mim. Vá com cuidado, coragem e disposição. Se essa for a sua vontade, mi casa su casa, relaxe, fique a vontade, mas se quiser me ter de verdade, com atitude siga as instruções e persista. Sem essa de sobreviver, vamos viver tudo que há para viver, de verdade e se entregar...entregarei meus pensamentos, minha torre vertebral que me sustenta, meus defeitos e minhas qualidades. Saiba utilizá-los a seu favor, e peço que trate eles com atenção. Tome cuidado comigo: sou um dragão que cospe palavras de fogo. Sou um dragão cansado de amar errado, então por favor, se depois de tudo isso ainda aceitar minhas partes erradas e tortas, peço que continue. Me conheça por inteiro, reconheça o mel e o espinho. Só não desista no meio do caminho, não você ao menos. Chega de buracos no peito. Se tiver disposição, enfrente. Em frente.

LcBertoldo 

Friday, November 08, 2024

Ditos Populares (V)


 (Baseado em fatos reais)

Dito: Em maus lençóis.

Significância: Expressão referida para quem está em uma situação difícil de resolver.

História: Quando o primeiro e o maior surto de peste negra (surgiam manchas escuras e pútridas) ocorreu entre 1348 e 1350 ao longo de todo século XIV (presente até o ano 1720) esta pestilência ou diga-se peste bubônica, dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas, criou-se este dito porque ela causava septicemia (infecção grave causada pela bactéria Yersinia pestis) o paciente tinha sintomas como febre alta ou hipotermia, calafrios, respiração acelerada ou dificuldade pra respirar, agitação e tontura, restava ao paciente ficar sempre deitado e coberto apenas por um lençol, e quem testemunhava a chegada dos médicos que usavam um casaco preto de cera perfumada, chapéus e luvas de couro de carneiro com uma espécie de máscara de corvo (associado a morte) onde no bico era preenchido com ervas aromáticas (mirra e cânfora) que neutralizavam o odor dos doentes, evitando o “miasma” (ar fétido) que segundo a teoria da época era a causa da doença, evitando que chegasse ao nariz, dava a impressão ao ver a chegada deles com essa vestimenta associada ao corvo (significado de morte) diziam eles: - ciclano ou fulana ‘está em maus lençóis’…


Dito: Quem não tem cão, caça com gato.

Significância: Quando não se tem o objeto adequado para realizar tal atividade, é preciso improvisar e usar outras alternativas.

História: Em 1840 quando surgiu a expressão na América do Norte, mais precisamente no Alasca, na ilha de Saint-Paul, George Kingley um caçador experiente percebeu que não havia muitas fontes de proteína que sobreviviam na neve densa do estado mais ao extremo norte. Ao buscar ajuda na caça, ele percebeu que um dos principais problemas era a presença de roedores que se reproduziam rapidamente e que estariam desestabilizando o ecossistema do local ele percebeu que seu melhor amigo seu cão Wood um Husky Siberiano não conseguia caçar estes roedores que se assemelham a pequenos castores fugiam e se escondiam muito rápido, ele percebeu que deveria mudar sua abordagem, até que o dono do mercado da ilha Robert Mcvoy deu a ideia de usar iscas e como estava tendo êxito com os roedores, deixar que o maior predador do rato fizesse o trabalho como ele lhe falou: ‘Quem não tem cão, caça com gato’…. (Gatos são mais astutos, escondendo-se e esgueirando-se até apanhar a sua presa desprevenidamente).


Dito: Vão-se os anéis e ficam os dedos.

Significância: Apesar de uma perda, algo mais importante e melhor permanece com a pessoa.

História: Em Zhouqu, na província de Gansu, noroeste da China no ano 1270, chuvas torrenciais provocaram fortes deslizamentos de terras, o fluxo do rio Bailong chegou a ser interrompido com a quantidade de lama, pedras e entulhos acumulados devastando quase todo o lugar provocando mais de 1700 mortes na província. Deng Liangyue e seu vizinho Xin Dangsun haviam perdido tudo na tragédia, toda sua casa e bens materiais haviam sido soterrados pelas inundações, Xin consternado reclamava da situação e das perdas, foi então que sabiamente Deng consolando Xin falou: - estamos todos vivos Xin, seus filhos, meus filhos, estamos são e salvos, vamos reconstruir, isso que mais importa, ‘vão-se os anéis e ficam os dedos’ os bens não importam mais que nossas vidas.


Dito: Uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.

Significância: Juntos é possível fazer mais do que sozinhos.

História: Roberto Sampaio, dono da empresa de utensílios estava cansado de tentar mostrar para os seus empregados como eles poderiam produzir mais e serem mais efetivos nas suas respectivas funções, resolveu marcar uma palestra para tentar motivar seus colaboradores. Começou sua palestra fazendo uma analogia para eles:

  • Vocês já tiveram que lavar o rosto com somente uma das mãos? Ou, mais difícil ainda, lavar o rosto sem nenhuma das mãos? Ou então, a própria mão se lavar, sem ajuda da outra mão? Não é difícil, desconfortável, demorando e pouco eficiente?

Neste trabalho equipe composto pela mão direita, esquerda e rosto (cabeça), todos os três tem um objetivo em comum: ficar asseado após o processo, e então ocorre a colaboração. Eu dou a vocês todas as condições de trabalho, só depende de vocês alcançar os nossos objetivos, então quando as pessoas aqui vestem a camiseta e trabalham em conjunto, de maneira integrada e colaborativa ocorre a superação do desempenho de todos atuando sozinhos. Por isso lhes digo, ‘uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto’ logo ele levanta uma mão, para outra pessoa e dá um sorriso motivacional ao rosto e aponta para ele ressaltando, todos unidos, fazendo um pelo outro todos teremos resultados superiores… (aplausos).



Dito popular (I): 


https://meusonholucido.blogspot.com/2016/10/ditos-populares-i.html?m=1


Dito popular (II):


https://meusonholucido.blogspot.com/2016/11/ditos-populares-ii.html?m=1


Dito popular (III):


https://meusonholucido.blogspot.com/2016/12/ditos-populares-iii.html?m=1


Dito popular (IV):


https://meusonholucido.blogspot.com/2017/01/ditos-populares-iv.html?m=1


LcBertoldo 

Friday, October 04, 2024

AmorTece


O que posso dizer, é que seria insuficiente em palavras descrever o total sentimento que tenho por você. Especial como te ver é um sonho, como um precógnito (conhecido com antecedência; vivido anteriormente; pressentido) aproveitar cada minuto com a vontade de voltar, e desejar se repetir mas de uma maneira diferente, sem ter que partir, e deixar o silêncio se evadir sentindo o tornar tão amplamente iluminado como o seu sorriso que me trás assim tal qual o sol a energia suficiente para transbordar e encontrar sentido a um mundo perdido, que trás muito mais sentido e sentimento quando se está contigo, um alimento que anima, trás paz, felicidade, coragem, amor e muitas outras vontades que não se esvaem por um instante que seja. E eu com certeza sei algo, como ninguém me faz sentir do jeito que você faz, e eu fico a desejar expressar um pouco do que tenho vontade de dizer, e transformar o momento em que me deixei levar pela afeição da emoção para estar no teu caminho, propagando as boas energias e vibrações para que seja bendita como as palavras, tocar e olhar podendo sentir sem falar tornando o presente a tua presença a encontrar tudo que desejar sem deixar acreditar na esperança de dias cada vez mais abundantes em que você me amor tece de alegrias onde a motivação que bastaria seria só agradecer por tudo que temos e mais que demais são todos os desejos em que nada importaria mais do que te ver bem.  O fato é que estas palavras são um pouco do tanto que posso falar para traduzir em palavras o sentimento que não ficou pra trás, e está aqui, presente, intacto momentaneamente no instante que me transporto para perto de ti, e esqueço o resto do mundo conseguindo deixar tudo para trás e pensar somente no hoje, eu e você, como se o mundo fosse acabar e seguimos vivendo do nosso jeito em um infinito particular no quanto é essencialmente além do inacreditável, sentir e expressar tudo que gostaria para trazer a tona um pouco do que palpita e me faz AMORtizar.


LcBertoldo 

Friday, September 13, 2024

Não há mais tempo a perder


Todo crescimento vem de uma decisão interna, de um erro ou uma dificuldade que gerou aprendizado. Duvide do que é fácil, as situações podem se tornar fáceis porque aprendeu como, mas você não pode forçar o crescimento e aprendizado dos outros, nem pode assumir a responsabilidade pelo que as outras pessoas fazem ou não fazem. Na maioria das vezes se alguém quer te atingir  não é por que a culpa é sua, então não se deixe afetar pelas situações que você não pode controlar ou resolver pelos outros.


Cada pessoa tem sua própria agenda da alma, seus problemas e suas responsabilidades, com seu próprio caminho, bençãos e karmas que são magistrais na criação das condições essenciais para sua própria evolução e expansão. 


O que é certo que nenhum de nós vai sair vivo daqui, então viva o agora, pare de olhar para o passado e querer viver um futuro que ainda não existe, disfrute o momento e relaxe, coma o que gosta, vá em busca dos seus sonhos e diga toda a verdade que há dentro do seu coração como um tesouro guardado; seja bobo, seja feliz, seja gentil, seja diferente, seja soma, pois não há mais tempo a perder…


LcBertoldo

Friday, July 19, 2024

Entre o céu e a terra

Você é o ar que eu respiro

Toda nuvem que passa te vejo flutuar

Como vento que me faz lembrar 

Do sonho que tenho onde fico

 A desejar te encontrar 

Na janela onde eu fito

O azul do céu infinito

Que me traz te amar


LcBertoldo

Tuesday, June 11, 2024

Estrela binária eclipsante

  

Tem vezes 

que a vida te surpreende 

Com sua arte do encontro 

em meio a tantos desencontros 

Às vezes, esbarramos em alguém 

Que mesmo sem querer 

gosta das mesmas coisas que você 

Reciprocamente natural 

acaba indo além 

Do exponencial 

pois sempre acreditávamos ser

Mais do que estrelas perdidas 

no meio desta imensidão 

Encontramos uma conexão 

tão frondosa de brilho 

Meu pedido acabou que fora atendido

ao ver uma estrela cadente 

Uma delas caiu nos seus braços 

e se transformou 

Em estrela binária eclipsante 

Neste eclipse mútuo…


LcBertoldo 


PS: Uma estrela binária eclipsante, ou algólida, é uma estrela binária em que o plano de órbita das duas estrelas se aproxima de tal forma da linha de visão do observador que as componentes passam por eclipses mútuos. As estrelas deste tipo que são também binárias espectroscópicas e em que se conhece a paralaxe do sistema tornam-se importantes no que diz respeito à análise estelar. As binárias eclipsantes são estrelas variáveis, não porque a luz de cada uma das estrelas componentes varie, mas por causa do movimento eclipsante.