Wednesday, April 02, 2014

Protagonismo inventivo

Da primazia fez-se utopia
Delírio audaz, desfez-se o sonho
Sensação lancinante de um desejo alucinante
Da calma à ventania

Tempestade que irradia
Trovoadas de sentimentos
Cauteloso navegar nessa sinestesia
Viajando em um eco cerebral

Redemoinhos de palavras
Deturpando a mente
Enlouquecendo calmamente
Em conluio mortal

Análise crítica
Circunscrita e inanimada
Calada como o alento
Preenchendo o vazio...

Do urro ao choro
Insalubre dor
Querendo viver aquilo que se pensa
Vivendo daquilo que se inventa

Lucas Bertoldo




Monday, March 31, 2014

Descomunal

Pensamento claudicante
Refletir...
Sentimento alucinante 
Consentir...
Rompante dissonante 
Assentir...
Capcioso magnificente 
Sentir!

Lucas Bertoldo.

Wednesday, February 12, 2014

Mergulho de sentimentos

Cabeça incessante, pensamento salutar. Mas nada há de mudar o 
inóspito mundo particular do nosso interior diante do presente, de 
um futuro horizontal hexagonal que preenche o espaço-tempo onde é incalculável prever o que se pode acontecer. Apenas sentir, pressentir, intuir...


Usualmente me encontraria perdido nesse vespeiro de pensamentos conflitantes, mas acabo inclinado a vivenciar o momento e dopar o futuro degustando coisas boas de um passado recente.

Assim silêncio a mente e passo a mergulhar em uma imersão de sentimentos, e nesse momento passo a acreditar que até a água mais fria com icebergs não acalmaria o calor que sinto, mas pressinto que era para ser. 

Mergulhado na gélida água, de corpo e alma me jogo como sempre me detive ao que me prende a atenção e tira o fôlego, com intensidade a descortinar as belezas da vida sem medo, e rir sem cessar com a felicidade simplória arrombando a comporta que prende os sentimentos deste rio, que se faz necessário como nunca.

Mudar é preciso, a vida é isso rios de amor, mares de saudade e cachoeiras de arrependimentos, então que aprendamos a nadar, por que senão sei lá fica tudo mais ou menos e não saímos do mesmo lugar, então mergulhar é o que há...despertar de sentimentos para relaxar e gozar a vida.


Lucas Bertoldo

Friday, November 29, 2013

Sentimentos



Quando penso em você 
Quero aparecer....
Me mostrar
E transformar
O teu desejo em realidade...
Com sinceridade
Poder te dizer
Que não sou 'o último romântico'
Mas posso ser, o que quisermos...
Sentir...e dar sentido aquilo que me faz cheio de sorrisos...
E dá prazer
Na cia de outro alguém 
Vibrar e poder alcançar o ponto certo do coração 
Com carinho, simpatia e alegria
Assinado: sua empatia!

Lucas Bertoldo

Tuesday, August 13, 2013

A águia voa sozinha

Suntuosa...a águia voa sozinha
Olhos na direção do sol
Voando ao sabor do vento
Despertando energia
Respirando adrenalina
Palpitando aventura
Estridente emoção!
Vociferando retóricas;.;aleatórias
De como estar livre...
Degustando felicidade...
Para saberdes...
Que a liberdade existe dentro de você!
...............
.............
..........
.......
.....
...
..
Into the wild;
Born to be wild;
To be or not to be?

Lucas Bertoldo


Saturday, May 18, 2013

Realidade alterada, bipolaridade assumida


Um prato cheio...
Meus gostos
Meus vícios
Meu aguadouro_
Deságuo em lágrimas
Me encho de sorrisos
Vivo em baixa (110v)
---------//---------
Vivo em alta (220v)
Tensão alterada
Estresse constante
Ansiedade lasciva
Nervoso rompante
Comprovante
Arde o peito
Falta o ar!
Apavorante; esses tempos modernos não?
Austero 
Participativo 
Real ou virtual?
Olhar crítico
Boca provalecida 
Pensamento incessante
Inconveniente; não saio do sofá
Sofro compulsivamente
Da verdade que omito
Minto pra mim e juro que sim!
Só que não...

Lucas Bertoldo.

Tuesday, September 11, 2012

Jéssica Rose



Pele branca e rosada
Rubros lábios com seus olhos cor da terra
Venenosos, ávidos e sombrios revelam-a
Expoentes, alegres e por si só únicos, imponentes
És boneca de marfim ao cair da noite
Dança com só, ri como nunca
Intelectual e imprescindível
É uma braba convincente
Maliciosa rockstar, tesuda e diferente...
Com um jeito único, com seu cabelo esvoaçante
Oh luz do sol de seus olhos, brilhas agora ao luar
Pois é Jéssica para lá de Rose
Estrela infinita no céu brilha
Ah, e como brilha*!
É um talismã, difícil de obter
Boneca, garota, mulher, amante...rara, um tanto cobiçada
Charmosa de estilo próprio
Um sonho gentilmente doce como uma nuvem de algodão
Iluminada pelo súbito absurdo de ser
De uma física atração
Inesperada de fazer, química, teu desejo
Se aposta nos seus segredos, são ousados como só seus
Meio discreta, meio frenética
Mais que de marfim, é uma boneca de fogo
Violentamente bela intranscendente
Viajando e estudando o espaço, espiando um belo eterno
Inspiradora, viaja numa estrela cadente
Cuirosa, um futuro mor a sua frente!


LCBertoldo

Thursday, April 05, 2012

{Auto}Imag&nAção


Me disseram que era óbvio
Só olhar no reflexo do espelho
Na mira da torneira d'água
Alvo decai rumo a ladeira
Sumi rumo ao destino da libido inconstante
Pernóstico desta realidade pressuposta
Indefinível e caótico, independente desta gente
Premissa garantida ou constância coativa?
Devaras sinto não seguir este caminho
Estereótipo presumido
Prefiro o imaginativo impessoal
Caractere colossal
O que importa infernalmente ser mais arcanjo?
Duas caras, uma máscara..um arranjo..
Melodia retumbante
Mania obsessiva
Autossuficiência viciante
Cataclisma obliterante
E= Auto[im.a²gem)nação

C:/Formatação concluída!

Lucas Bertoldo

Thursday, December 22, 2011

Normatização natalina


Exaurido de sobrevida
Assim me sinto...
Cheio
Estupefado
Vociferando alienações alucinógenas
Ante a blasfêmias da tetricidade humana
Begninidade
ou
Malevolosidade?
Inundações de palavras e pensamentos
Fartamente amplificadas interiormente
Incasqueto
E fico
Bem, mas meio mal...
Daquele jeito natalino anti social
Circunspecto sincero atemporal
Convalescido diante deste transcorrido
Alivio-me em um drink de poesias
Tranquilizado
Valium-me do que me refiro
Abraço o copo
Vejo o relógio
Danço ínfimo
Sorrio nervoso
Tique cretino...
Mais pra lá do que pra cá
Um paladino
Sem destino
De corpo e alma
Balbuciando
Inconformações
Derradeiras
Afinal
Quem é normal?

Lucas Bertoldo.

Wednesday, September 29, 2010

um chimarrão por favor?



tá tudo perdido
tá tudo fudido
to mal pago
a vida tá uma bandalheira
...bem pragmática

e a politica uma roubalheira

e ninguem mais presta

sou avulso

mas tenho que descartar
descarto um ás de espada

um rei de copas
mas mesmo assim
continuo insatisfeito...
aaaaaaa
coringa dos infernos
com copo meio vazio não rola

só gelo

só liquidez

nada que esquente

nem meu fluido

só sobra o do freio

de frear a vida já basta os negativos

sou positivo demais

para andar
desvairio neste mundo de merda
e ainda me preocupar

precipitado a imaginar

iludido

que depois das eleições

tudo vai melhor....
doce ilusão

doce vida
amarga conclusão

fim

de

papo.


Lucas Bertoldo.

ao som de: Masterplan - Oasis


Sarjeta:

- O que faremos amanhã Lucas?
- Eu tenho um Masterplan de dominar o mundo....além de sonhos que pairam e acercam meu encéfalo Sir. Paul MCcartney tocará no Beira-Rio dia 7 de Novembro, será que eu NÃO vou ir?????
hahahahahahahahahaahhaahahahah já estou lá....

Saturday, September 11, 2010

Mumuando


Hoje, mais precisamente agora a pouco, estava eu caminhando e me deparei com um outdoor lindíssimo vermelho sangue e duas letras gigantescas estampando meu olhar. Olhei e vi duas letras garrafais escritas 'mu-mu' e ao lado da palavra a familiar vaquinha característica com uma margarida na boca e olhar alucinado de quem diz, compra-me, degusta-me, saboreie-me!!!
E foi nesse momento que lembrei da grande e maravilhosa história da marca, ou seja do mu-mu em si, que embalou muitos 'sonhos' de algumas crianças que escutaram essa palavra e logo após auscultarem dentro de seus labirintos e tranformar sua boca em um poço de saliva e muita curiosidade em torno desta palavra tão homogênea que tornou o 'doce de leite' em simplesmente mu-mu...uma palavra audaciosa que fez com que outro significado soasse diferente aos ouvidos leprosos das crianças. Tornou-se algo magnífico, pau a pau com brigadeiro...com certeza olhos piscavam e brilhavam, bocas entre abertas salivavam, entre outras que se beliscavam ao ouvirem essa palavra tão sonhadora... Mas como uma marca torna-se um significado tão compreensivo e acaba virando um produto que vale um outdoor gigante veremelho, com duas letras escritas, no caso as letras brancas e o vermelho sangue de fundo.
Mas a vaquinha estava ali, com uma margarida na boca, solitária, porém com um olhar de quem diz: - decifra-me e te devoro!
Como se tudo isso não fosse apenas uma análise do produto, marca, vaquinha, outdoor, enfim...todo esse conjuto na em sua totalidade tem uma pequena história por trás....
Josinei era um agricultor muito modesto, adorava morar no campo com sua esposa Luzinete. Os dois possuiam uma casinha humilde com vasto campo, onde cultivavam hortaliças, legumes, frutas e verduras, e ali obtinham da sua terra o seu sustento. Mais ao lado Josinei mantinha um galpão onde possuia 6 vacas e dali tirava o dinheiro que pagava todos encargos extras da família. Ele adorava uma das vacas em particular, produzia mais da metade de toda produção de todas as outras vacas. Ela sempre saudava Josinei com dois mugidos..: - Mu-Mu. Josinei conversava diariamente com a vaquinha que lançava-lhe dois mugidos depois de avistá-lo e tanto gostava de ouvir seus sonhos, suas lamúrias, suas alegrias e suas tristezas, e ele também se sentia bem com ele, e ele com ela. Ganhava mais comida que as outras vacas, e por isso também produzia mais leite e um leite inspirador para Josinei que adorava àquela que passou a chamar curiosamente de 'Mu-Mu'.
Em casa Josinei tinha um casamento frígido com sua frívola esposa Luzinete. Eles não tinham lá um casamento muito animador, mas gostavam-se. Mas para Luzinete faltava algo mais. Faltava emoção, ação, fricção a mais todos os dias. Luzinete era ninfomaníaca, se fosse louca faria tudo com os animais mesmo, mas não poderia...só possuiam vacas. E assim Luzinete se perdeu e deu tudo que tinha pra dar todos dias que não se encontrava a sua disposição...ela ia na casa o Jamir o vizinho de frente.

Tão logo após um exaustivo dia de trabalho, Josinei foi pego de surpresa ao avistar sua fiel e amável esposa saindo defronte aos seus olhos pela porta dos fundos da casa de Jamir; seuaté então grande amigo, logo traíra, que bate nas costas e te dá uma chifrada noas rins. 1 + 1 são dois pensou Josinei, que não pestanejou e vociferou valentias e mal fadadas agressões verbais a sua esposa, ou melhor, ex esposa....e assim foi-se o tempo e o casamento, se esvaiu, se esgotou, se findou pelos campos e brejos de sua linda fazenda, da qual agora estava vazia, triste e sem vida.


Mas Josinei, como um bom vivã e grande empreendedor não deixou barato, expulsou Luzinete de casa e passou a se entregar ao trabalho fervorosamente, para atingir em algo o amor que não conseguiu dar e passar a sua queria e inestimável Luz. A luz esvaira-se e ficou a escuridão do lampião e o fogão a lenha para brindar mais um chimarrão de um inverno intenso. E foi assim que da tristeza brotou na mente de Josinei uma idéia de um ideal de transformar seus produtos a partir do leite seu deleite para riqueza e prosperação. Se esmerou, pesquisou e descobriu o amor, e a forma de chegar ao lar de cada pessoa que aprecia cada segundo cada detalhe como se fosse o último, e brindou a vida com o seu famoso doce de leite caseiro chamado simplesmente mu-mu, que glorificou e intensificou muitas mentes e muitas alegrias de várias crianças e adultos que se identificaram com seu gosto e seu formato tão sensacional de dulce de leche.


Lucas Bertoldo.


"Não importa que o amor que alguém nutre por ti seja um amor inútil. Desde que tu lhe correspondas, caminharás na luz."

"O que conduz o mundo é o espírito e não a inteligência."

"A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens: não há senão um verdadeiro luxo e esse é o das relações humanas."

"Não há uma fatalidade exterior. Mas existe uma fatalidade interior: há sempre um minuto em que nos descobrimos vulneráveis; então, os erros atraem-nos como uma vertigem."

"Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós."

"Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas."



FRASES INSPRADORAS DE: Antoine de Saint-Exupéry.




ao som de: Half Of My Heart - John Mayer

'Antes de sermos adultos, fomos criança. Não percam a essência e nunca a alegria de ser uma eterna criança.'


PS >

Dulce de Leche:

A versão mais provável diz que ele foi inventado por Juan Manoel de Rosas, um político argentino do século XIX.
1945
10 litros de leite 3 kg de açúcar ½ colher de chá de bicarbonato de sódio.

Saturday, August 14, 2010

Café com letras



Temo ficar sem tempo, e assim sem vida...
Nas entrelinhas leia-se dormir menos e acordar mais e mais tarde
Trabalhar e degustar todas as interpéries da vida, adoçando seus amargores e ardores com pequenas pitadas de pimenta
Descambando ao abcesso embriagado>de alcool o lidez
Viajo sem mim
Com você
Ou sem os pés
Viajo de encontro a solidão
Pela multidão
Sou do contra...
(+Âmbiguo-)
Por que gosto do desafio
Do estrago
Da verdade
Nua ! crua ? ou desnuda !.?
Do desassossego.!.!.!.!
E aproveitar...cada segundinho...até o fim
A 300° centigrados
Envolvido em papel laminado...sorrindo...
Ironizando
O Sarcasmo da vida!

Lucas Bertoldo

ao som de: Country Honk - The Rolling Stones (Rumo ao Bi da América) INTER, SEREMOS CAMPEÕES! \m/

Monday, August 02, 2010

O doce não é tão doce quando não se prova do amargo



O mundo é louco meu caro...
Mas ele é doce
E a vida é doce!.!
Prova-te antes do amargo
E poderá-se-á ainda mais doce
Tal o mel ou cômo um algodão doce
Previna-se de tudo e de todos, assim saberá o que pode surgir em fronte
Um sorriso na cara ou um bofete silencioso no estômago diante do sôfrego de algum ser...
Vai adiante irmão, aproveita a vida, ela louca e vadia aqui ali e acolá
Só basta a ti inicar esta viagem que vai te levar do âmago acre desagrádavel
Ao ponto essecial gostosamente afectuoso
Livremente longitudinal a sua longevidade longitude
Aprecie com adoração, seu avô!

Lucas Bertoldo






ao som de:
All Along The Watchtower - Jimi Hendrix, king of electric guitar.





blog is back in black...

Monday, April 20, 2009

Fugaz



Hoje vou fugir
Fugir dos problemas
Fugir dessa alma cansada

Fugir dessas lágrimas secas
Encontrar meu poço sem fundo


Lucas Bertoldo

Monday, March 02, 2009

Porta Memória



Pela vidraça
Uma Cigarra...
Monotonia e tempestade
Vinte cigarros depois
De canto esmagados no cinzeiro
Eu me encontro...
Enuviado e também entristecido
Um boêmio barbado que vadia
No meio da sala com os olhos cerrados pela luminária
Sorrio cadente, e desencontrado enfim calo-me
Ouvindo um vinil hostil de melodia desconexa
Minha mente viaja entre lembranças e vontades
E meus olhos marejados captam a foto da gente neste porta retrato
Quadrante quadrado
enquadrado daquele beijo
Que me faz sentir este momento sentimento momentâneo
Deste último desejo que se foi, do meu pequeno retrato falado ambulante estilhaçado no chão..,;.;;,.,;,.,;,.,;,.,,;,..;,.,;como meu coração.,.,.,.,.,;,;;,.,;,.,;,;,.,;,.,;,.,;,.,;,,.


Lucas Bertoldo

Monday, January 26, 2009

Fim de um Sonho




Famigerado o boquiaberto boia fria lamenta o desatino


Rabugento e maltrapilho quase um mendigo 'se bate' no meio fio metropolitano


A procura de uma oportunidade abastada se jogou como um peixe através da pororoca, para desovar o seu futuro em águas mais fartas...


Veio atrás da sorte, mas só obteve o insucesso


Sucesso para ele é destronar os pombos de um banco imundo e dormir até o dia amanhecer


Com frio sente a fome que lhe dá a sede de acabar com sua fome canibal


Acaba matando sua sede na maldita cachaça barata de botequim


E acaba lisonjeiro com a lua aos seus pés diante da poça imunda de um boeiro entupido


E seu olhar se mistura a sujeira e detritos soturnos que contaminam o seu fascínio pelo poder aquisitivo que tanto sonhou


Vai pelo ralo a sua esperança e a foto da sua família que tanto amparou


Oito filhos...não parece muito velho, só está maltradado pelo tempo onde já é avô


Foi-se o tempo de fartura observa ele...no vão momento como um cachorro ao visualizar o frango assado dentro do assador


Vida desgraçada e ilusória grita ele diante do seu cobertor jornalístico do dia anterior


Manchete da capa: - Mercado aquecido: emprego cresce 5,5% no país...


Mas o que mais cresceu em seu peito fora o pavor desesperante, amparado pela ignorância conquistada pelo seu medo alucinante


Que o tornou manchete de capa do dia posterior: Mendigo maltrapilho morre afogado pelo próprio vômito: - 'possibilidade de emprego teria sido muito comemorada por João Carlão dos Santos que não aguentou, morreu sorrindo vomitado, naufragou pelo sonho contestador de viver uma vida farta na cidade grande, que desabafou em uma carta como um testamento':

"Predisponho-me a um sonho...

Enlouquente e inconsciente

De quem ama e de quem sente

Mudar um destino com um desatino

Sair de casa, mudar de vida e conquistar tudo que sonhei

Um sentimento variável, mas muito invariavelmente sonhador que me tomou

Fui levado como que se leva um leme

Forte a frente junto a corrente de um rio

Corri, persisti e perdi

Mas agora ganhei, e comemoro esta felicidade

De mudar a realidade bebendo pensando

De sonhar em remar contra a corrente e jamais novamente para trás."
.
.
.
.
O sonho acabou e com ele em uma poça de vômito essa carta ficou, para história como uma capa de jornal ou como mais uma estatística indigente que ninguém lembrará no dia posterior.



Lucas Bertoldo

Wednesday, January 14, 2009

Imaginações Inimagináveis Imaginadas



Uma certa noite
Desenhei minha formatura
No meu imaginário
Um orgasmo atômico
Na forma anatômica de um morango
Doce, leve e caro
Como um champagne
Arrotei
E acordei
Imaginando estar formado
Mas eram cócegas que me faziam:
Enquanto recebia uma massagem
Da qual acabei dormindo e imaginando tudo isso....
Ahhhh o inimaginável, como é bom degustá-lo!
P
reviamente ao sonho se concretizar e acabar em ter apreço de todo momento
com Imaginações Inimagináveis Imaginadas

Lucas Bertoldo

Friday, January 09, 2009

o Episcopal


Hipocrisia cretina de reles mortais

Hipérbole de toda sua forma egoísta

Uma dinastia cretina de uma frieza bestial

Bando de escroto só são um esboço de gente

Vivem atrás de suas sombras mediocres

Não passam de ratos de esgoto

Se perdendo entre babaquices e cretinices alheias

Baseando-se em algo relativo que não passa de uma utopia global

Sinceramente é pena que sinto de quem pensa grande mas é tão pequeno

Sentem que podem muito mas não sabem o que esse muito é o seu mínimo e se ajustam a
malfadada preguiça de vontade que domina seu interior...

E seu esteriótipo é isso que se vê por fora, um sucedido morimbundo perambulando pelos bordéis

Arrastando seu corpanzil por avenidas e lugarejos atrás de uma esperança ou um brilho no olhar que perdeu tentando se encontrar

Que faça sua boca sentir o gosto vivo da vida, e não pense nas merdas distintas que te jogam ao sabor do vento no teu rosto pra te espancar

Com a verdade da rede de mentiras que se tornou esse teatro da vida

Cada um por si, e todos contra todos....o que mais vale é sempre o maior, melhor, mais caro e fundamental para o seu bolso

O que possa ressaltar a sua importância de insignificância que só tu não consegue perceber

Perceberá quando ficar sozinho cheio de grana, sem amor, sem família, sem ninguém...

Ficará só, cercado de invejosos, egoistas e oportunistas

E com o belo amor das putas artificiais que te faz ser mais homem com um punhado de dinheiro no bolso

De quem diz...eu compro tudo que quiser, não preciso de nada nem ninguém, tudo tem seu preço, tudo tem seu valor

O preço que pagará é inestimável, e o seu valor é tudo que mais ama e não percebe

Não passa mesmo daquele rato sem sentimentos que só se importa com o queijo e rasteja por aí atrás do seu 'ouro'


Mas o besouro negro e faminto levou tudo que 'era seu' inclusive o seu 'ouro' menos familiar que o que está no fundo da calça

Perdeu seu ouro mais valioso e idôneo e sentiu seu estômago embrulhar...


Ao pensar que não tinha nada nem ninguém mesmo que fosse precisar...olhou-se no espelho e percebeu o rato que é...com um preço no meio do rosto e dedos de mal me quer, um olhar raivoso de quem só se interessa pelo que brilha e te faz somar...

E quem te faz sonhar e realizar tudo isso é só tu e nada mais, assim como o que se tornou...o fracassado bem sucedido, só tu e nada mais, sem preço mas com valor de nada com vários a mais na tua conta
Mas sem ninguém pra conversar e amar, só alguém para idolatrar

Lucas Bertoldo

Saturday, December 27, 2008

Do Patrício ao Plebeu



E essa merda enjaulada e encarcerada dentro do peito feito um bicho arredio sedendo por informação claudica nessa parafernália doente de pacificidade onde se encontra os reles mortais que habitam essas ruas plebéias cheias de plebeus e patrícios idiotas circulando que nem rato atrás de migalhas a mais para rechear o seu pão...pão doce, pão de mel, pão preto, pão torrado, pão mofado, pão de pão aahhhh não, sempre tem um não e um sim, mas o pão sempre tem que estar cheio...cheio de coisas que guardamos para rechear o pão nosso de cada dia...

Pão que cresce em arreveria discontínua como um compasso quebrado que não circunda mais nada, só enche de nadica de nada o traço dessa empobrecida vida de plebeu, sem aspirações ou realizações de um sonho vazio sem recheio que é acrescentado aos pequenos restos dos seus minimalistas desejos de crescer aos poucos sem atrapalhar os planos onde os patrícios loucos adoram esbanjar...

Pois é tudo isso um fim de ano bucólico um tanto quanto melancólico e arredio, vem como um furacão em forma de presentes, estes levados por uma enxurrada de pessoas que inundam shoppings como um formigueiro cheio de afins atrás de algo que represente o dia em si...como um filme em torno do seu tema central...papai noel é o cara principal e Jesus um mero coadjuvante.

Em termos de filme, fim de ano poderia ser chamado de 'tempos de hipocrisia' cheio de cretinice alheia, egoísmo e idiotice, preguiça e profanação de merdas enlatadas que são jogadas direto no ventilador, espalhadando notícias sem fim pela mídia como o ato final de um ano 'bom', onde muitos não fizeram nada e acham que isso é tudo para se tornar alguém dentro do contexto, mas só passa a ser mais um a atuar nessa peça de comprar e representar e optar por uma das barbas...a branca ao invés da castanha...

E o olhar de poucos se voltam pro de muitos, e isso é pouco perto do muito que é o mundo que vivemos...não o mundo paralelo de nossas vidas e mediocridades franzinas de um plebeu ou um patrício...é bom não seguir a regra, não manter o costume, tentar sempre se diferenciar mas as vezes é quase impossível fugir desse enredo central...e lamento muito não poder tanto quanto o poder aquisitivo de ter ou não ter, eis a questão...infelizmente faço parte disso mas não como todos, tento não mentir e me omitir disso, mas é pouco perto do muito, então desfaço todos pensamentos que me levem a isso.

E esse consumo de consomidor que (me) consome, e toda esse consumo concomitante me leva a ficar consumido e penso que sumir é o melhor caminho...mas só penso em me diferenciar e mudar o destino, pois quem consome acaba consumido do patrício ao plebeu sem regras, sem exceções, ou está ou não está, incluso ou excluso, tudo ou nada...fim,.;de ano;.,



Lucas Bertoldo
e seus nós no peito.

Tuesday, November 25, 2008

Atropelado(a) por um ônibus



como a vida é pequena diante da morte
logo pensamos o quão valorosa é a vida
e tão insignificantes somos perante o medo de desfalecer e sumir dela
assim abruptamente de repente sem se despedir
este valor é nós que definimos mas às vezes não percebemos os detalhes de vivê-la
só pensamos nos atrasos, fracassos, contas e delinqüências mentais irracionais diante de tudo que vivemos
e o valor se perde no meio disso tudo, e mesmo assim nunca estamos satisfeitos...não é mesmo?
mas sempre falta alguma coisa, sem querer querendo...
e querendo isso tudo ou nada estaremos vivendo algo muito estimado, e no caso sobrevivo(emos) a hipocrisia, egoísmo, inveja e preguiça de quem não sabe nem um décimo da vida...
que não usa nem 10% da sua inteligência animal e ainda se acha o tal
pra depois passar por um momento de vida ou morte que não acontece todo dia
não desejo pra qualquer um, mas bem quisera talvez para todos que achem que a vida é pequena...
não desejasse tanto rezar diante da morte, e ainda se dizer: sem sorte....

Lucas Bertoldo e um grande texto de um grande autor:


Soneto da separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Vinícius de Moraes